O Sonho é Vida.


Poesia, para toda a Vida.

Um dia, brotou de mim a necessidade de sentir algo de diferente, ao passar numa montra de um estabelecimento comercial, e nela fixar-me num Postal com um Poema alusivo ao Dia da Mãe... foi um Click que me moveu, para eu construir o meu próprio Postal, para a minha Mãe, onde escrevi o meu primeiro Poema... há muito, muito tempo.

Compreender um Amigo.

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Não sorrias, com esse ar de gracejo,
Para quem é teu amigo e te orienta,
Porque, nele, podes à vontade, confiar;
Mas, ignorando, se for esse o teu desejo,
Por muito mais que queira, apresentar
Uma forma eloquente de te desafiar.

Mas, como sou teu amigo,
Não deixarei que resvales
Cegamente pela ribanceira;
Quando te encontrares em perigo,
Mesmo que não me chames e te cales,
Ajudar-te-ei da mesma maneira.


Bom dia, bom dia, bom dia.

Acordei. Esfreguei os olhos.
Ajeitei o pijama e bocejei.
Apercebi-me de que estava acordado !
Tossi, pigarreei e estendi os braços...
Preguiça... Chiça ! Mais um dia!
Puxei a roupa da cama e endireitei os folhos.
Estalam-se-me os ossos e fraquejei.
Ganhei coragem, pouco animado,
Para transpor todos os espaços,
Que a minha vida, aos poucos, me pedia.
Finalmente, cá fora, entre os restolhos,
Os pássaros piavam e eu encorajei
A minha vontade, depois de descansado,
Marcar mais alguns traços,
Do que não queria e do que me arrependia.
As ceifeiras, juntavam os molhos
Dos cereais e, com aquele calor, praguejei.
Não havia direitos, para tanto coitado
E ainda se riem deles – Palhaços!
Bom dia, bom dia, bom dia.



Há Gente...

Há tanta gente, descontente.
Há muita gente a reclamar.
Há gente variada e inconformada.
Há gente, que é sempre diferente,
Gente que só se quer afirmar,
Passando por tudo, por cima do nada.
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Há gente para tudo, sem escrúpulos,
Capaz de subtrair, facilmente, uma vida
E muito mais que uma vez;
Gente que parece ter o cérebro nos músculos,
Porque, para eles, a moral é tida
Como empobrecida na sua escassez.



Não sabemos porquê.

Não acreditem.
Não acreditem na mentira,
Nesta mentira que é evidente.
Não acreditem na insignificância
De sequer, se poder compreender,
Que vamos todos para o inferno.

É mentira. Não acredito.
Não acreditem, que é possível
Irmos todos para o inferno.
Isso não pode acontecer;
Não nos pode acontecer a todos...
E sabem porquê?
Porque, no inferno, já nós vivemos.


As feras da sociedade

Passei a fazer festas às feras,
Depois de as acomodar com ternura;
Vou continuar a prestar-lhes atenção,
Ignorar-lhes a má disposição;
Sempre a tratar-lhes a figura
E esquecer-me das suas quimeras...!

Não me agradam nada os seus urros,
Latidos, relinchos e demais manifestações...
Fico arrepiado, quando elas atacam
O nosso carácter e as nossas intenções,
Mas mais me indignam as acções que marcam
A ideia de que acham, que somos todos burros!



Partem os homens determinados.

Partem os homens determinados;
Procuram modos de vida diferentes...
Nos seus olhos estampa-se a esperança
Num brilho doce, de animados,
Por uma vontade sem antecedentes,
Só porque, cada rosto, parece o de uma criança.


O Termo do Livro.

Li a página final
Do livro da magia
E o parágrafo da dúvida,
Apontou-me um sinal,
Num erro que corrigia,
Na linha pouco lida...
O autor da história
Deu-lhe significado,
Pela mensagem conseguida.
Ficou-me, então, na memória,
Aquele termo divinal,
Do anjo que cometeu o pecado
Da tentação, na celeste orgia...
Mas, na tinta permanente,
O escritor, deixou a sua glória
Num momento elevado...



Mensagem que não pretendo enviar.

Enlouqueceste-te nos meus olhos
Que dizias serem a tua perdição,
Porque eras a minha paixão virtual.
E, afinal, nunca te conheci;
Muito menos, tentar, consegui !
Cheguei a tolerar o teu narcisismo
E pensei também poder compreender
A tua vida e o teu temor,
Se algum dia vieres a envelhecer.
Espera. Vives uma ilusão fantástica,
Numa fuga, constante, de ti
Ou talvez de outra que vive em ti,
Porque não lhe admites a razão.
Olha, embora saiba ser escusado,
Ser-te-ia bom se despertasses de uma vez.



Quem quer saber ?

Deixem-se de lérias.
Sim, deixem-se de lérias !
Quem é que quer saber
Se o Bush é estúpido ?
Ou, se todos os Bush’s são iguais ?
Quem é que quer saber
Os números das mortes, por Sida,
Ou hepatite B, ou Z, ou fome ?
O que é isso, comparado com
A gripe das aves, as maleitas dos porcos
Ou a loucura das vacas ?
Quem é que quer saber
Porque é que Cristo foi crucificado,
Se nem havia pregos, na altura ?
Só havia pecados, tal como hoje !
Deixem-se de lérias
E os que querem saber,
Estão-se nas tintas para o mundo
E, nem tão pouco, querem saber.



Depois, vou mudar.

Quando acabar o que estou a fazer,
Vou dedicar-me a ser diferente...
Actualmente, levanto-me,
Lavo-me, tomo o pequeno-almoço,
Saio de casa e dirijo-me ao emprego.
Maldito emprego !
Passo o tempo a inventar trabalho.
Que seca de trabalho !
Ele é burocracia, letargia, mania,
Mania, mania de piorar, melhorando.
E não é só de vez em quando !
Ah não... depois, não vai ser assim:
Depois, vou mudar; levantar-me-ei,
Lavar-me-ei, tomarei o pequeno-almoço,
Sairei de casa e dirigir-me-ei ao...
Não sei, tudo depende... até poderá ser
Ao emprego dos outros... chateá-los,
Chateá-los como me chateiam a mim,
Para que eles digam:
Maldito emprego !
Que seca de trabalho !



O Brinquedo do menino.

Tiraram-te o brinquedo, menino ?
Quem foi que te deixou a chorar ?
Porque te tiraram o brinquedo ?
Olha menino, se souberes sonhar,
Agora, que ainda és pequenino,
Talvez possas descobrir muito cedo
Que a tua vontade, não ta poderão tirar.
Menino, sabes que ainda há homens
Que, de tão crescidos, ainda brincam ?!
Só que as suas brincadeiras magoam
A nossa consciência, a nossa liberdade;
E depois, como nos tornam seus reféns,
O seu jogo, é incomparável ao teu, na qualidade !
O teu brinquedo, só é realmente teu,
Enquanto esses homens quiserem,
Porque eles confiam na tua inocência;
Sabem que tudo o que algum deles prometeu,
Só tem valor, mediante a tua inteligência,
Quando não contrariares o que eles disserem.


Os poetas, somos assim, teimosamente sentimentais, loucos e aventureiros, penetrando num mundo excepcionalmente diversificado. Façam-vos o favor de serdes felizes.
Kanimambo - Obrigado - Bem Haja
Joantago